O assassinato de uma mulher por seu ex-namorado, dentro da instituição de ensino da qual ela era diretora aqui em Florianópolis, trouxe as notícias o tema da violência contra a mulher. Nas redes sociais, posts inflamados, fotos de perfil temáticas e comentários indignados, demonstram a identificação de muitos e o apoio a causa do feminicídio. Não vou falar aqui sobre este ou outros movimentos em prol de causas, cada um apoia as que lhe interessam e todas as causas são válidas do ponto de vista de quem as defende. Mas esta situação serve de ponto de partida para abordar algumas questões, que, espero, ajudem a alargar a visão daqueles que estão em busca de crescimento.

Sempre que vejo as notícias do que anda acontecendo no mundo, busco ter em mente as palavras atribuídas ao Arcanjo Miguel em uma das suas comunicações canalizadas por Ronna Vezane, onde ele diz em certa parte:

“Sabemos que é mais fácil superar um desastre ou uma situação negativa quando está ocorrendo a meio mundo de distância. Mas não é tão fácil quando está em sua terra natal, em seu bairro ou quando afeta pessoalmente você, sua família e sua casa. Então vem os verdadeiros testes de mestria. Você pode ficar centrado em seu Coração Sagrado e confiar em seus amigos dos reinos mais elevados para ajudá-lo nas noites escuras do caos à luz do sol de um futuro brilhante e novo, não importa o que aconteça a você ou ao seu redor?” (Mensagem completa)

Na mensagem completa, ele ressalta que não é questão de não se importar com o que acontece, mas de ir além da percepção inicial das coisas e enxergar aquilo que não é imediatamente visível. De não “ficar preso a negatividade, ao medo e ao pandemônio da ilusão da terceira dimensão”.

A verdade é muito mais profunda do que percebemos inicialmente, e na maioria das vezes, as informações que temos para julgar os fatos são superficiais e incompletas. Expandir a consciência significa também expandir nossa percepção sobre as coisas. Em vez de uma visão polarizada, buscar enxergar o maior espectro possível de luz e sombras. Mas, para isso, é importante exercitarmos esta capacidade de expandir nossa visão e olhar as coisas por outros ângulos.

O que escrevo aqui no Humano Divino está sempre carregado desta intenção. Quero provocar o pensamento, causar reflexão. Eu sou um agente de mudança e faço isso lhe dando algo sobre o que pensar, um ponto de vista. Não é uma questão de certo ou errado, pois certo e errado simplesmente não existem. Se trata de se abrir para olhar um outro ângulo e quem sabe com ele despertar sua curiosidade, servindo como um catalisador do seu “despertar”.

Vamos lá?

Os filtros de informação

Uma mulher assassinada não é nenhuma novidade, no mesmo dia em que o crime que citei acima aconteceu em Florianópolis, este aconteceu na Austrália:

Um homem, de 42 anos, esfaqueou-se até a morte após incendiar o carro com a mulher dele e os três filhos dentro, na terça-feira (18), em Camp Hill, na Austrália. A mulher Hannah Baxter, de 31 anos, ainda conseguiu ser socorrida por vizinhos, mas morreu no hospital. As informações são do jornal Daily Mail.

Hannah e Rowan Charles Baxter estavam se separando e haviam encerrado um negócio de treinamento físico que tinham na cidade. Segundo testemunha, a mulher estava com o carro estacionado na rua da casa dos pais dela, se preparando para levar as crianças para a escola.

Rowan, que era ex-jogador de rugby do Warriors da Nova Zelândia, teria se aproximado do carro, jogado gasolina em todos eles e ateado fogo. Hannah conseguiu escapar e rolou pelo chão na tentativa de apagar o fogo do próprio corpo, sendo socorrida por vizinhos.

O ex-jogador observou a cena do outro lado da rua. Em seguida, foi até o carro dele, pegou uma faca e se esfaqueou no peito. Ele morreu no local.” (Fonte)

Dependendo de onde você está fisicamente e de seus hábitos na internet, talvez você não tenha ouvido falar de nenhum dos dois casos. Tudo com o que você tem contato em termos de informação online já foi previamente filtrado e classificado. Nem todos irão ver a mesma coisa e a imensa maioria do que você irá ver será definido pelo que a empresa fornecedora da informação (Google, Facebook, etc) decide que você deve saber.

Estas decisões são tomadas por algoritmos, sistemas de regras computacionais que foram desenvolvidos e programados para atingir um determinado objetivo. A grande questão é que estes objetivos estão de uma forma ou outra atrelados a capacidade de retorno financeiro que estas empresas terão. Elas levam até você o que é útil para os interesses delas, das marcas que as financiam e de quem tem poder e está nos bastidores. Isto lhe é vendido como “conteúdo personalizado”, mas o que de fato está acontecendo é uma “segregação ideológica”. Caso queira aprofundar, pode ler este artigo.

Quer testar você mesmo? Digite no Google um termo qualquer, como um país, uma cidade ou uma comida e observe os resultados. Peça a outra pessoa que tenha hábitos diferentes na internet que faça a mesma coisa e compare. Ao pesquisar por “Austrália” por exemplo, uma pessoa pode ver anúncios de empresas de viagem, outra de restaurantes típicos na sua cidade, receitas e assim por diante. Tudo dependerá de seus hábitos. Você ainda pode comparar a diferença de resultados entre buscadores diferentes, como entre o Google e o Bing, ou o DuckDuckGo (cuja proposta é exatamente não rastrear seus hábitos).

As imagens abaixo mostram os resultados que aparecem para mim nos três buscadores:

Ou seja, nossa visão do mundo é limitada, incompleta e parcial. O que vemos e ouvimos na internet (e fora dela também) já foi filtrado e nos apresenta apenas um pedaço da história que irá fortalecer aquilo que já costumamos ver.

Quantas pessoas têm o hábito de pesquisar ativamente pelo contraponto do que acreditam ser a verdade para conhecer os argumentos de ambos os lados? Quanto do que pensamos, de nossas verdades e motivações podem não ser tão verdadeiras quanto imaginamos?

Casos individuais não traduzem a realidade

Eu moro em Florianópolis, assim como a imensa maioria das pessoas com que tenho contato nas redes sociais. A notícia do assassinato da diretora apareceu dezenas de vezes nas minhas redes sociais e nos sites de notícias que costumo visitar.

Este caso individual é importante, mas quando me deparei com a realidade percebi que ela era ainda muito pior. No exemplo da violência contra as mulheres, veja estes números (a matéria fonte é de 09/2017):

  • A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima DE VIOLÊNCIA FÍSICA. (Fonte: Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha)
  • Em 2013, 13 mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio, isto é, assassinato em função de seu gênero. Cerca de 30% foram mortas por parceiro ou ex. (Fonte: Mapa da Violência 2015)
  • Esse número representa um aumento de 21% em relação a década passada. Ou seja, temos indicadores de que as mortes de mulheres estão aumentando.
  • O assassinato de mulheres negras aumentou(54%) enquanto o de brancas diminuiu (9,8%). (Fonte: Mapa da Violência 2015)
  • Somente em 2015, a Central de Atendimento a Mulher – Ligue 180, realizou 749.024 atendimentos, ou 1 atendimento a cada 42 segundos. Desde 2005, são quase 5 milhões de atendimentos. (Dados divulgados pelo Ligue 180)
  • No estado de Roraima, metade das acusações de violência doméstica prescrevem antes de alguém ser acusado. Não foi conduzida nenhuma investigação nos 8.400 boletins de ocorrência acumulados na capital Boa Vista. (Dados dolevantamento realizado pela Human Rights Watch em 2017)
  • 2 em cada 3 universitárias brasileiras disseram já ter sofrido algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física) no ambiente universitário. (Fonte: Pesquisa “Violência contra a mulher no ambiente universitário”, do Instituto Avon, de 2015).

Ainda outras informações que podemos considerar são que “oito em cada dez casos de feminicídio deste ano [2019] ocorreram dentro de casa e 26 dos 37 casos tinham autoria conhecida, como maridos e ex-namorados” (fonte). Este caso que aconteceu aqui foi triste e lamentável, tanto quanto o fato de que o Brasil é o “quinto país com mais feminicídios do mundo” e de que “a cada quatro horas uma mulher é morta por ser mulher, por medo ou por ódio”. (fonte)

A situação é grave e vergonhosa, os números alarmantes. Mesmo assim, não costuma ser notícia frequente. Pessoas que agora estampam avatares, posts e comentários na rede social talvez não o tenham feito nunca antes, mesmo com centenas de outras mulheres sendo assassinadas. Não é porque não fizeram antes que agora não podem ou não devam fazer. A questão é, por que só agora houve a identificação com a causa? Talvez por ter acontecido na mesma cidade? Por ter aparecido nos noticiários locais? Por que muitas pessoas estão falando e compartilhando o assunto?

Damos muito mais relevância para algo quando alguém decide que deve virar notícia e quando está perto. Se a morte da professora não tivesse virado notícia, talvez apenas as pessoas próximas ou da escola tivessem ficado sabendo. Eu que moro do outro lado da cidade talvez nunca ouvisse falar, assim como não fazemos a menor ideia quem são as outras mulheres que morrem diariamente pelas mãos de seus companheiros.

Quanta coisa está acontecendo ao nosso redor e que não damos a menor atenção? Qual o interesse que há por trás de determinados assuntos que viram notícia e outros que são totalmente ignorados? Que sentimentos isso gera? Contra quem esta notícia causa revolta? São apenas algumas das questões em que podemos ponderar.

A ilusão da separação e a polarização

Todos os dias milhares de pessoas são mortas. São mulheres, homens, crianças, pessoas com deficiência e idosos. Algumas são assassinadas diretamente, outras são assassinadas indiretamente como as que morrem de fome, frio, por abandono ou por guerras. Indo um pouco além, que dizer dos animais? Quantos são maltratados e mortos todos os dias? Que dizer do planeta? Quanta violência é praticada contra a Natureza todos os dias?

Cada um defende a causa que lhe interessa, e todas as causas são válidas do ponto de vista de quem as defende, como disse antes. Um defende a preservação, o outro o desmatamento, e ambos justificam sua posição com o mesmo argumento “o futuro”. Sempre que uma causa é defendida, uma segregação é criada. Já pensou que não há um movimento em relação a violência contra os homens da mesma forma que há um contra as mulheres? Como fica a questão da violência doméstica quando o homem é o agredido (sim, isto existe)? Ou no caso de uma relação homoafetiva entre homens? Não estou aqui buscando justificativas e explicações, apenas evidenciando a separação criada.

Um grande desafio que precisamos enfrentar neste momento de transformação, é o de perceber que não há diferença entre homem e mulher que não seja o corpo físico. Ambos são espíritos em evolução dotados das mesmas capacidades mentais, emocionais e espirituais. Qualquer outra diferenciação que não a biológica é preconceito de gênero. Não há superioridade nem em um nem e outro, somos diferentes, mas iguais. Cada um tem seu papel e suas habilidades especiais relacionadas ao gênero do corpo. O espírito não tem sexo se você é homem hoje, já foi mulher ontem e será novamente amanhã, e vice-versa.

O mesmo acontece com raça, cor, nacionalidade e qualquer outra forma que possa ser utilizada para separar. Se eu nasci do lado de cá de uma linha imaginária sou brasileiro e se nasci do lado de lá sou argentino, onde está a diferença mesmo? Da mesma forma, humano e animal, ambos são vida. O humano não é superior ao animal, é diferente. Um tipo diferente de ser vivo, mas biologicamente é vida da mesma forma. Ou nós e o planeta, agimos como se não fossemos parte do planeta, como se não fossemos nós uma parte integrante e inseparável do que chamamos de natureza.

Esta ilusão de separação leva a polarização. De um lado o grupo do feminismo e do outro o do masculinismo, cada um com seus interesses e vendo no outro uma ameaça que precisa ser controlada, se não extinguida. Da mesma forma a direita e a esquerda na política. Nos esportes isso também acontece, pessoas se matam para defender o grupo de que escolheram gostar. Exemplos não faltam.

Somos todos iguais, vivemos no mesmo planeta e fazemos parte do mesmo sistema. Se uma parte do sistema vai mal, o sistema vai mal. Enquanto insistirmos em separar os grupos e não em integrar, teremos dificuldade em avançar.

Os jargões do novo pensamento muitas vezes são usados de forma leviana, mas quando dizemos que “somos todos um” ou que “a sua cura é a minha cura” há muitas camadas de significado que só se revelam a quem tem as chaves certas para o conhecimento oculto que elas carregam.

Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento.

O Caibalion

Violência é violência, não importa contra quem ou o que

Violência contra a mulher é terrível, claro. Mas é tão terrível quanto é a violência contra qualquer pessoa ou contra qualquer coisa. Um humano agredindo outro humano, independente do gênero e idade de cada um, é uma coisa lastimável. Da mesma forma que é lastimável um humano agredindo um animal, ou um humano agredindo a natureza. Isto se falamos da violência física, e há muitas formas de violência.

Há quem fuma e ainda joga a bituca do cigarro no chão como se não fosse lixo, como se não fosse uma agressão (mesmo que não física) a natureza, ou a quem se esforça a preservá-la. Como se aquela pequena porcaria não fosse levar de cinco a dez anos a se decompor e despejar as 4,7 mil substâncias tóxicas que carrega no ambiente. Sabia que elas são uma das maiores fontes de poluição dos oceanos? Elas poluem a água de córregos e rios e ajudam a entupir a rede pluvial da cidade, contribuindo para alagamentos. Quanta violência há nisto? Fumar é também uma violência contra o próprio corpo.

A violência de alguns humanos apenas evidencia o estado evolutivo em que se encontra. As estatísticas mostraram que a maioria dos casos de violência contra a mulher se dão por seus parceiros, isto é um indicador de que eles não eram ainda emocionalmente estáveis ou maduros o suficiente para lidar com as questões da vida. Mesmo que o relacionamento não dê certo, ele pode (deve?) acabar em amizade e respeito por aquela pessoa muitas vezes ainda amada.

O universo é um espelho e a realidade física apenas reflete a realidade invisível. O plano físico é uma maravilhosa máquina de autoconhecimento, pois toda a vida de uma pessoa é um reflexo que ajuda ela a aprender mais sobre si, sobre a sua verdade. Se observarmos com atenção a vida de alguém, o que áreas ela vai bem ou mal, seus hábitos, suas palavras ou suas ações, podemos aprender muito sobre ela. Cada um atrai para si experiências de acordo com a sua necessidade, o reflexo externo mostra a ela onde olhar e desenvolver dentro.

Se atraímos todas as nossas experiências podemos entender então que o agredido criou para si mesmo a agressão? Bem, este é um assunto delicado e exigiria um artigo específico para abordá-lo profundamente. Para não deixar a questão solta, podemos olhar para o Princípio Hermético da Causa e Efeito: “Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente o nome dado a uma lei desconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à lei.”

O fato de que há uma causa para alguém ser vítima de violência não justifica a violência. Temos o livre arbítrio de escolher sempre nossos pensamentos, emoções e ações e isto irá determinar o tipo de experiências que iremos experimentar. Estamos sujeitos a filtros e véus, de forma que é impossível saber a totalidade dos fatos, especialmente nas questões que envolvem os planos invisíveis. Sabemos que nada escapa a lei e que há uma ordem em absolutamente tudo no Universo, nada está nunca fora do lugar. Sabemos também que para que alguém tenha a experiência de ser o algoz é necessário que alguém tenha a experiência de ser vítima e vice-versa.

Não podemos julgar o efeito sem ter conhecimento da causa. A raiz do que observamos pode estar muito além de nossa capacidade de percepção. Além disso, o problema não é a violência contra a mulher, mas sim a agressividade do ser humano primitivo que ainda é dominado pelos instintos, ou a falta de controle emocional e maturidade. O cenário que estamos acompanhando por todos os lados com violência, segregação de grupos, polarização e outros é apenas um reflexo do estado evolutivo da humanidade global, a média do interior da maioria das pessoas.

Nas palavras do Mestre Ramatís, a quem eu muito estimo:

Conforme conceitua a Lei Espiritual, “a cada um será dado segundo as suas obras”, assim, também justifica-se perfeitamente o velho refrão popular, de que “o povo tem o governo que merece”! A humanidade terrícola ainda é insatisfeita e turbulenta, dividida em agrupamentos nacionalistas adversos, doutrinas religiosas e credos separatistas, a defender interesses exclusivos em conflitos recíprocos.

Os povos da Terra são belicosos, egotistas, indisciplinados, ciumentos, avaros, racistas e orgulhosos, quando se trata de nações poderosas e dominantes; mas choramingam, lastimam-se quais vítimas injustiçadas, depois que se enfraquecem ou são humilhados nas guerras pelos adversários vitoriosos. As nações lembram as criaturas descontroladas em suas emoções, capazes de atingirem os piores extremos de ambição e violência, quando fortes e independentes, mas que se acovardam, servilmente, ao tombarem dos seus pedestais de vento!

Os povos gritam e protestam contra os seus dirigentes, taxando-os de políticos ambiciosos, corruptos ou venais, porque eles não lhes satisfazem integralmente as pretensões pessoais! Mas esquecem-se de que são governados por homens da mesma fonte humana, ou gerados no meio-ambiente, os quais apenas refletem as idiossincrasias do todo que é governado. Os eleitores elegem os seus dirigentes por sua livre e espontânea vontade; no entanto, grande parte desse quadro eleitoral avilta-se nos conchavos, perfídias e estratagemas censuráveis a fim de eleger o seu candidato simpático, ou que fez as melhores promessas! Evidentemente, num clima de desonestidade, ambições e interesses de grupos, jamais surgirá um candidato isento de qualquer falha ou defeito, porque ele representa a síntese dos, seus próprios eleitores!

Os mandatários são produtos do próprio meio que governam, proporcionando os frutos segundo o tipo de adubo do terreno onde se nutrem!

– A vida humana e o espírito imortal

Que fazer então?

Precisamos evoluir enquanto indivíduos e como consequência enquanto espécie.

A evolução é um processo onde um organismo simples se agrupa com seus semelhantes e forma um organismo progressivamente mais complexo. Nosso corpo humano é um exemplo disso, pois ele é um incrível agrupamento de células que não podem sobreviver sem que cada parte desempenhe sua função especial. Nosso corpo ainda é lar de uma quantidade de bactérias que superam a quantidade de células humanas. Somos seu hospedeiro e elas nos ajudam em muitos processos, há simbiose.

Hoje os seres humanos estão evoluindo e se agrupando em um novo organismo que é a humanidade terrestre. Nós somos as células que formam este novo organismo. Ao mesmo tempo (e aproveitando a analogia), nós somos as bactérias que habitam a Terra. Veja que quando uma célula luta contra outra célula em um mesmo organismo, isto é chamado de doença autoimune, pois quando uma célula destrói outra, ela está destruindo a si mesmo e afetando a todo o organismo. Quando há alguma anormalidade no crescimento de um grupo de células, isto é chamado de câncer e pode levar também a destruição do organismo. Se exploramos e exaurimos a Terra que é nossa hospedeira, então passamos a ser parasitas.

Nossas ações contra nossos semelhantes, o meio ambiente e o planeta é o que determina o que somos, organismos desejáveis que vivem em harmonia, ou uma doença, um câncer ou um parasita.

A vida trilhou um longo caminho evolutivo até aqui. A engenharia sideral aplicada neste planeta para o desenvolvimento de vida é um processo de aperfeiçoamento genético que vem sendo realizado desde sempre ao redor do Universo. Não sejamos ingênuos, não somos únicos, não somos os primeiros e não seremos os últimos. Somos mais um planeta em meio a um sem número de outros em processo de evolução, e estamos ainda bem no começo do processo. A vida que existe aqui é adequada aos espíritos em determinado estágio de evolução, por isso estamos aqui nestes belos corpos e não mais em homens das cavernas, da mesma forma como ainda não estamos em corpos sutis e angelicais.

Mas o progresso constante é uma Lei do Universo. A próxima etapa da evolução do ser humano é uma evolução da consciência. Vamos nos tornar conscientes do processo pelo qual estamos passando, aprender quem somos e como funciona o meio em que estamos inseridos. Nos unirmos enquanto humanos pela preservação e desenvolvimento da espécie, resolver os problemas que nós mesmos causamos e mostrar para nossos irmãos mais velhos que já somos capazes de sentar a mesa com os adultos.

Só aí então vamos começar a ver o que tanto queremos que aconteça, que é a remoção dos véus de ignorância que nos isolam do resto da vida no Universo. Vamos estar aptos a integrar a ordem maior das coisas e a não ter mais necessidade de vivermos em isolamento e separação entre o físico e o não físico. Não podemos pular etapas, mas podemos acelerar o processo, e fazemos isso sendo os pioneiros, os que mostram o caminho (wayshowers), que trazem a luz (lightbringers) e que trabalham para ela (lightworkers).

Cada um de nós faz a diferença

Individualmente, este é o processo de autoconhecimento e evolução espiritual. É por isso que o “porquê” do Humano Divino é “para mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo”. Repito abaixo o que falo no Sobre.

Não podemos mudar os outros, apenas a nós mesmos, e a sociedade que criamos e em que vivemos é apenas um reflexo das pessoas que a compõem. Por isso, para mudar o mundo precisamos começar mudando as pessoas que habitam o mundo, e isto depende somente delas mesmas. De fora, apenas podemos motivá-las e inspirá-las por meio de nossa própria transformação.

Quando iniciamos nosso próprio caminho de desenvolvimento do ser, logo percebemos que o autoconhecimento e a descoberta da espiritualidade nos levam a expandir nossa consciência e visão sobre as coisas. Olhamos tudo de forma mais profunda e entendemos que tudo está conectado. Naturalmente começamos a se transformar e passamos a ser mais amorosos, caridosos, fraternos, tolerantes e pacientes. Buscamos evitar julgamentos e se esforçamos para melhorar nossos pensamentos, palavras e ações.

Passamos a priorizar um conjunto diferente de atividades, coisas, valores e crenças. Compreendemos que não existe uma verdade absoluta e lutamos contra a necessidade de ter sempre razão. Lidamos melhor com nossas emoções e sentimentos, nos tornando mais saudáveis e felizes, mesmo quando enfrentamos dificuldades.

Por meio destas transformações que acontecem no mundo de dentro, as interações com o mundo de fora também se transformam e se tornam mais sustentáveis, recompensadoras, saudáveis e inspiradoras. Passamos a agir com mais cuidado e consideração pela natureza e por todas as pessoas que nos cercam.

Queremos encorajar outras pessoas a embarcar nesta aventura cheia de fortes emoções que é a busca pela evolução pessoal por meio do autoconhecimento, da espiritualidade e do equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Queremos promover a importância de sermos agentes de mudança, fazendo a nossa parte para construir uma sociedade melhor e servindo de exemplo silencioso, como um farol de luz que ajuda outros a encontrar seu próprio caminho para casa.

Vem comigo deixar brilhar a sua luz?

 

📷 Photo by Nadine Shaabana on Unsplash

Diogo Luiz Miranda

Diogo Luiz Miranda

Eu sou um agente da mudança. Meu método é lhe oferecer algo sobre o que pensar. Minha missão é incentivar a busca pelo autoconhecimento e pela espiritualidade como ferramentas de desenvolvimento pessoal, pois através de nosso crescimento enquanto indivíduos, podemos transformar o mundo.

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