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Existe vida após a morte? Esta pergunta tem entretido a mente de muita gente ao longo de toda a história da humanidade. Mais do que uma questão de opinião, acreditar que nossa jornada não acaba com um último suspiro pode mudar radicalmente a forma como encaramos a própria vida.

Durante toda minha infância eu fui a igreja. Lá aprendi, entre outras coisas, que existe um Deus e um Diabo, que Adão e Eva foram os primeiros humanos, que o apocalipse será o fim do mundo, que para o céu vão apenas alguns privilegiados, que vida após a morte somente com a ressureição do corpo físico, viver para sempre é em um paraíso na terra e, claro, somente eles possuem “a verdade” recebida exclusivamente de Deus. De alguma forma eu sabia que essas informações não faziam sentido para mim.

À medida que conhecia outras religiões e filosofias, fui descobrindo que existiam muitos outros “livros sagrados” e muitas outras versões da verdade. Não fazia sentido para mim um Deus de amor e justiça dar exclusividade a um grupo e excluir todos os outros, ou nos dar uma única chance e se não conseguíssemos passar na prova, sermos destruídos para sempre ou queimar pela eternidade no fogo do inferno.

O tempo passou e hoje eu acredito que nós somos seres espirituais e multidimensionais em uma experiência física. Que a Terra é um de muitos planetas por onde já passamos ou passaremos, e que escolhemos sair da dimensão do espírito e vir para a dimensão da matéria para aprender, evoluir e participar deste maravilhoso projeto chamado Terra. Acredito que vivemos cercados de espíritos por todos os lados, o tempo todo, e que alguns deles são as mesmas pessoas que amamos e estiveram aqui conosco, família ou amigos. Mas vir a acreditar nisso não foi algo fácil.

Ainda brigo contra minha tendência de desacreditar de tudo que não pode ser provado. Passei anos dizendo que rochas flutuando no espaço não podiam influenciar minha personalidade e minha vida, e hoje me sinto ingênuo sempre que leio o horóscopo ou consulto meu mapa astral. Mas é exatamente por isso que estamos aqui, vivendo e aprendendo. O país em que nascemos e a educação familiar determinam boa parte de nossas crenças, e não necessariamente o que escolhemos acreditar após conhecer diversas opções e identificar o que faz mais sentido para nós.

Não sabemos praticamente nada sobre o universo e estamos apenas começando a levantar a pontinha do véu para descobrir o que há do lado de lá. Estar aberto para conhecer algo que desafie uma crença é uma postura bastante inteligente. Exigir provas para então acreditar é uma forma de afagar o ego humano que acha que nada está além do alcance de seus sentidos físicos e de seus equipamentos de medição.

A existência de vida após a morte e como ela se configura, é um dos pontos mais importantes e determinantes para avaliar todo nosso conjunto de crenças. Existem muitos indícios de que a vida continua e o contato com o mundo invisível esteve presente em todas as culturas ao redor do mundo e em todos os tempos. Porém, a cada dia que passa essas evidências estão se tornando mais presentes e significativas, e é possível vislumbrar em breve um momento em que não haverá mais dúvidas.

Evidências X Provas

Eu prefiro utilizar o termo evidências, pelo simples fato de que uma evidência não tem a presunção de determinar qual é a verdade. A evidência permite a cada um tirar as próprias conclusões. Uma evidência científica por exemplo, pode ser aceita como suficiente para estabelecer um determinado entendimento de um fenômeno, mas ainda deixa espaço para alguém que a considera insuficiente, buscar mais evidências que lhe ajudem a aprofundar.

A palavra prova está intimamente ligada a ideia de uma única verdade e, portanto, não é adequada quando aceitamos que pode existir algo mais que ainda não conhecemos. Para quem possui uma mente fechada, ou simplesmente se nega a acreditar, nem mesmo uma prova serve de nada. Sempre alegará que ela foi alterada, manipulada, mal interpretada ou qualquer coisa assim. Quem está convencido de que conhece a verdade, nega qualquer prova e interpreta toda evidência como insuficiente.

Definindo um contexto

Se você nunca teve contato com a literatura espiritualista, talvez não faça nenhuma ideia de que forma se daria a vida após a morte. Antes de falar sobre as evidências, vou dar algum contexto sobre a vida espiritual. A partir deste contexto será mais fácil compreender de que forma certos fenômenos que servem de evidência acontecem. Mas tenha em mente que o que apresento aqui é uma baita simplificação pois a complexidade do universo não pode ser resumida em alguns poucos parágrafos!

Cada ser humano é um espírito imortal. O espírito é como uma luz sem forma definida, que para se manifestar cria ao redor de si um corpo adequado ao ambiente em que se encontra. Existem muitas dimensões de existência e a que estamos é a mais densa, a que possui maior quantidade de matéria.

Ao longo de sua jornada, cada espírito passa por inúmeras experiências que lhe ajudam em sua evolução. Algumas destas experiências acontecem em dimensões e em planetas que seriam o que chamamos de realidade física. Quando esta experiência acontece nesta condição, o espírito é ligado a um corpo físico e sujeito a uma lei de esquecimento. Ele esquece o que é, de onde vem, porque está aqui e tudo o mais. Então nasce e tem uma vida aqui, como eu e você.

Quando o corpo morre, o espírito se desprende e retorna ao plano espiritual. Continua sendo exatamente a mesma pessoa, com os mesmos hábitos, vícios e preferências. Lá ele segue uma vida “normal” apenas sem um corpo físico, seguindo adiante em suas experiências e aprendizados. Os diversos planos espirituais são como aqui, possuem natureza, animais, geografia, cidades, transportes, governos e tudo o mais, porém mais aperfeiçoado. O plano físico é como que uma versão singela dos planos espirituais. Os espíritos se ocupam de uma infinidade de atividades como estudar, e trabalhar, e muito do trabalho que eles fazem é o de ajudar os que estão encarnados.

Os espíritos estão por todos os lados o tempo todo, fazendo os seus trabalhos, evoluindo e sendo úteis ou apenas vagabundeando por aí. Ajudando os humanos a evoluírem ou os influenciando, para que se percam no caminho. Nós não os vemos com os olhos do corpo físico simplesmente porque a matéria que compõem os seus corpos está em uma faixa de existência que não pode ser percebida por nossos sentidos físicos, assim como não conseguimos enxergar o ar que nos rodeia, por exemplo.

Você tem ao seu lado espíritos que lhe amam. Podem ter sido seus familiares que já se foram ou outros amigos de longa data que lhe ajudam. Também pode ter ao seu lado alguns que não gostem muito de você por algum motivo. O espaço e o tempo não são para eles como é para nós, por isso estão a maior parte do tempo com você. Uma vida humana é um piscar de olhos para o espírito. Lhe acompanham em muito do que faz, até quando acredita que ninguém está olhando.

Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço.
— Paulo (Hebreus 12:1)

Não é permitido que eles afetem diretamente a sua vida física, pois vivemos sobre a lei do livre arbítrio. Mas eles podem influenciar seus pensamentos e emoções, lhe induzindo a agir de uma determinada forma. Aqueles que lhe amam lhe induzem ao bem, os que não amam nem tanto. É a figura comum do anjo e do demônio nos ombros falando ao seu ouvido, e do anjo da guarda que lhe acompanha constantemente.

O plano invisível é nossa casa verdadeira, e estamos aqui apenas em breve passagem. Nosso objetivo é evoluir e depois retornar para lá. O corpo humano é algo valioso por sua quantidade limitada, e receber um é um grande privilégio. Por isso, quando viemos para cá assumimos compromissos e de acordo com eles, recebemos determinadas habilidades que serão necessárias. Cada vida que temos é diferente, hora homem, hora mulher, hora rico, hora pobre, hora feliz, hora sofrido. E em cada uma desafios, experiências, aprendizados e evolução.

Há um plano divino em ação e tudo evolui constantemente. Como parte do plano, alguns espíritos têm permissão para interagir mais diretamente com o plano físico para fins de adiantamento da espécie humana. São mestres que nos educam e orientam.

E é assim que começam a surgir as evidências de que a vida não se limita ao corpo físico.

Meu amigo invisível

Gosto de lembrar que acreditar e ter certeza são coisas bem diferentes. Eu acredito em espíritos baseado em minhas próprias conclusões sobre as evidências existentes e pelas experiências que tive até hoje, mas nunca vi um. Quando você ver uma criança dizendo que tem um amigo invisível, ou um cachorro latindo olhando para o nada, desconfie!

Para algumas pessoas a presença dos espíritos é uma certeza absoluta. Elas veem, ouvem, conversam e interagem constantemente com os espíritos que estão “do lado de lá”, sem um corpo físico. Elas possuem estas habilidades pois são necessárias para honrar os compromissos que assumiram antes de encarnar. Por algum motivo faz parte da experiência física delas interagir com os espíritos e para elas, eles são apenas pessoas sem corpos, mas tão reais como eu e você. Elas não os enxergam com os olhos físicos, mas sim com os olhos de seu próprio espírito. Com o que é chamado de terceira visão, ou terceiro olho.

Chico Xavier desde a infância via e ouvia os espíritos ao seu redor. Católico devoto deve ter sofrido um bocado com as penitências constantes impostas pelo padre confessor. Os seus irmãos invisíveis logo cedo lhe explicaram o motivo de suas habilidades incomuns e ele dedicou a vida que durou 92 anos a sua missão de médium, escrevendo mais de 450 livros dos quais não assumiu a autoria de nenhum e cujos direitos todos foram doados a instituições de caridade.

Mas apesar de ser um exemplo ímpar, Chico não é exclusividade. Milhares de pessoas possuem estas mesmas habilidades ou uma das inúmeras variações do fenômeno da mediunidade. Para estas pessoas não há nenhuma dúvida sobre a vida após a morte, para elas é apenas assim que as coisas são. Vida após a morte é apenas vida.

A mediunidade é algo importante tanto para o médium quanto para os espíritos que se comunicam. Assim como eu escrevo este artigo na intenção de ajudar algumas pessoas, os espíritos também escrevem suas mensagens e livros. A diferença é que eles precisam de um médium para atingir o público encarnado. É uma parceria, um fica e o outro vem e juntos eles transmitem instrução para apoiar a evolução da humanidade.

Muitos médiuns sequer sabem que estão praticando a mediunidade e escrevem livros, filmes, músicas e muitas outras obras sobre influência espiritual que para eles foi apenas inspiração. Você ficaria surpreso ao descobrir o quanto a arte imita a vida. Quem gosta de ficção e fantasia precisa hoje mesmo conhecer a literatura espiritualista, pois a realidade espiritual é muito mais fantástica do que a criatividade humana!

A cada dia a mediunidade se torna mais presente e em algum momento no futuro, todos os humanos poderão se utilizar dela seja por meio de suas próprias habilidades ou por meio de tecnologias. Como disse, o plano físico é uma versão rudimentar do que existe no mundo espiritual. Lá o WhatsApp é de espírito a espírito!

A evidência da mediunidade

Existem médiuns aos milhares e inúmeros estudos já foram feitos atestando que eles não sofrem de nenhum distúrbio mental que justifique suas faculdades. Médiuns escrevem em línguas que não conhecem, sobre temas complexos que nunca estudaram, podem ter caligrafia e assinatura igual a que o espírito teria enquanto vivo e alguns mal estão conscientes enquanto fazem isso.

A literatura espiritualista traz todas as explicações imagináveis para a imensa maioria dos fenômenos da vida e contam em detalhes como são as coisas lá. As explicações oferecidas quanto ao funcionamento do universo e das suas leis são muito mais coerentes a lógica, a razão e a ideia de um Deus de amor e justiça do que o céu e o inferno. A similaridade das mensagens que são recebidas ao redor do mundo por médiuns que não tem nenhum contato e a natureza benevolente e amorosa das mensagens são outros fatores que merecem destaque.

Foi desta forma que os livros sagrados que conhecemos vieram a existir, dos dez mandamentos até hoje. Diz-se que a Bíblia foi inspirada e por isso muitos acreditam que ela seja o único livro sagrado. Para quem aceita a mediunidade, a Bíblia é um importante livro entre muitos livros sagrados que existiram em todos os tempos, em todos os povos e em todas as filosofias e religiões. É possível observar que as mesmas ideias e conceitos são encontrados nos livros de todos os tempos em formas que se adequavam ao povo a que elas foram transmitidas.

O fenômeno da mediunidade apresenta uma variedade incrível. São dezenas de formas em que ela pode acontecer. A psicografia de Chico Xavier talvez seja a mais comum, mas não é a mais exótica. Fenômenos físicos como levitação, batidas, teletransporte no espaço e tempo, materialização e desmaterialização de objetos, voz e escrita direta, voz e imagem em equipamentos eletrônicos, aparições aos olhos físicos e muitas outras são possíveis.

As informações obtidas por meio da mediunidade são sem dúvida as maiores evidências disponíveis sobre a vida após a morte.

Ver para crer

Antigamente era muito fácil alegar que o médium era um louco ou esquizofrênico. Os espíritos precisavam se comunicar, mas os humanos insistiam em atribuir suas mensagens ao demônio (mesmo que fossem de pura bondade), ou a insanidade de alguém que “conversa com os mortos”. Se alguém dissesse que falou com um morto, certamente era um bruxo ou bruxa e merecia ser queimado vivo.

Além do mais a Bíblia diz que falar com os mortos é pecado. Levítico 19:31 é muito claro: “Não recorram aos que invocam espíritos nem consultem adivinhos, tornando-se impuros por meio deles…”. Ou ainda Deuteronômio 18:10-12: “…ou que use de adivinhação, ou que pratique magia, ou que procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou que consulte quem invoca espíritos, ou um adivinho, ou alguém que consulte os mortos…”. Faria sentido se não fossem os próprios espíritos a ensinarem que ninguém pode prever o futuro pois Deus nos deu o livre arbítrio. Ainda que qualquer magia ou encantamento que vise o mal de outra pessoa traria apenas prejuízo a quem o pratica, pois cada um colhe exatamente o que planta.

Algumas igrejas alegam que os espíritos são o demônio disfarçado, mas não dizem que este mesmo demônio afirma que Deus é amor, que Jesus é um grande mestre e que devemos amar ao próximo como a nós mesmos. É curioso pensar que os demônios tentam desencaminhar os humanos sugerindo que façam sempre o bem. É curioso que os demônios também sejam cristãos!

Os espíritos precisavam mudar de estratégia. Em uma sociedade que estava sofrendo uma verdadeira lavagem cerebral, utilizar o meio mais natural da fala e da escrita não estava funcionando como esperado.

As mesas girantes

Por volta do século XIX os espíritos começaram a se utilizar de fenômenos físicos para chamar a atenção para a sua presença. Quando algumas pessoas que possuíam o dom da mediunidade estavam ao redor de uma mesa, os espíritos faziam ela levitar, girar e se movimentar de diversas formas.

Isto logo se tornou uma diversão popular entre a elite e intelectuais da época. A diversão durou tempo suficiente para chamar a atenção de um cidadão que percebeu que as mesas não se moviam simplesmente ao acaso, mas exibiam padrões que evidenciavam algum tipo de inteligência. Ele decidiu pesquisar o fenômeno em maior profundidade e resolveu fazer perguntas para a mesa. Pode parecer estranho, mas a mesa respondeu com sim e não por meio de batidas no chão. Aí ele combinou números de batidas para cada letra e perguntou a mesa o que estava acontecendo, e a mesa lhe respondeu: “Sou espírito, agora ouça o que o médium está tentando dizer”.

Claro que estou simplificando o processo e adicionando um pouco de humor. As mensagens obtidas por meio das batidas ofereceram instruções graduais e cada vez mais complexas para aprimorar o processo de comunicação até chegar a escrita (psicografia) e a conversa direta utilizando-se da voz do médium (psicofonia). Então, por meio de duas jovens de 14 e 16 anos foi realizado um interrogatório que deu origem ao chamado Livro dos Espíritos (1857), uma coletânea de mais de mil perguntas e respostas de tamanha profundidade e complexidade que coloca nossa razão e lógica a prova constantemente por suas explicações dos fenômenos da vida.

Aquele cidadão curioso mais tarde viria a ser conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec. Ele publicou cinco obras que formaram a doutrina que deu origem ao Espiritismo. Independente de qualquer afinidade com a religião, estas obras oferecem uma base sólida para compreender o mundo espiritual e sua relação com o mundo físico. As explicações oferecidas pelos espíritos oferecem uma perspectiva sem igual para compreender a grandeza do Criador e do Universo.

O segundo livro de Allan Kardec, O Livro dos Médiuns (1861) traz detalhada explicação a cerca da complexidade envolvida na realização de fenômenos físicos pelos espíritos. Por causa do esforço necessário, os espíritos simplesmente não fazem questão de utilizar este meio de comunicação, tendo recorrido a ele apenas como forma de chamar a atenção quando necessário. Para eles é muito mais fácil, rápido e eficiente utilizar a escrita ou a voz do médium.

Os espíritos são pessoas como nós. Os instrutores como os que participaram da pesquisa de Allan Kardec são notadamente bem esclarecidos. Eles são bastante pacientes e amorosos, mas não estão a disposição para produzir fenômenos que lhes exigem grande esforço, apenas para satisfazer a mera curiosidade. Para eles, são importantes aqueles que acreditam e não os que exigem provas para acreditar. Por isso também não é possível para a ciência aplicar seu rigor científico na produção de experimentos replicáveis que comprovem a vida após a morte, pois o “morto” não está à disposição da ciência para ser explorado.

Os fenômenos físicos produzidos pelos espíritos em 1850 estão bem documentados na história das mesas girantes e foram suficientes para convencer nomes famosos da época sobre a existência dos espíritos. O fato de eles terem acontecido e as consequências do estudo deles por Allan Kardec dando origem a um arcabouço de informação sobre a existência e a presença dos espíritos, bem como a profundidade e a razoabilidade das informações obtidas são ainda outra evidência da perenidade da vida.

Tempos modernos

Já se vão mais de 160 anos desde as mesas girantes. Muita coisa mudou desde então e os fenômenos físicos praticamente desapareceram por serem desnecessários para a comunicação entre os dois mundos. Mas nos anos 90, um grupo de espíritos dedicados e um grupo de humanos curiosos se juntaram para produzir uma versão moderna dos fenômenos físicos e oferecer uma evidência mais atual da vida dos mortos.

Entre 1993 e 1998 na cidade de Scole, Inglaterra, um casal de médiuns e um casal de observadores embarcaram em uma missão com a intenção de produzir uma variedade de fenômenos que pudesse de uma vez por todas provar que a vida não termina com o corpo. Um grupo de espíritos atendeu seu chamado, disse que eles eram “milhares de mentes” (lembra-se da dificuldade de realizar fenômenos físicos?) e que lhes ajudariam a atingir este objetivo. Eles usariam o seu poder mental e o que eles definiram como “energia criativa” para manipular os átomos e a matéria. Esta empreitada foi chamada de “O experimento Scole”.

Os espíritos realmente se empenharam e ao longo de cinco anos foram produzidas dezenas de evidências físicas. Fotos em filmes lacrados, vídeos no escuro total, sons sem uma fonte visível, luzes dançando no ar, mãos se tornaram visíveis e interagiram com os presentes, objetos viajaram o espaço e o tempo e se materializaram ali, e outros que estavam ali foram desmaterializados. Estas e muitas outras técnicas foram utilizadas para evidenciar que realmente os espíritos estavam ali e interagindo com o ambiente físico de formas inusitadas.

O experimento chamou a atenção de um grupo de investigadores experientes acostumados a lidar com fraudes que então decidiu investigar. Eles realizaram todos os procedimentos cabíveis e imagináveis para detectar possíveis falcatruas naquelas manifestações. Ao final do trabalho, os investigadores emitiram um relatório chamado de “Relatório Scole”. Creio que não preciso dizer quais foram as conclusões pessoais deles e o quanto isto impactou suas próprias crenças. Direi apenas que eles nunca encontraram o menor indício de que algo ali pudesse ser uma farsa.

Os fenômenos foram ainda produzidos em diversos lugares e diversos países com dezenas de pessoas assistindo. Ao fim dos cinco anos, foi produzido um livro com o nome de “O Experimento Scole” e também um documentário chamado “The Afterlife Investigation”.

Você pode assistir o documentário abaixo e tirar as suas próprias conclusões.

 

 

O fato de um grupo de espíritos ter se disponibilizado a produzir evidências físicas, mesmo que para eles isto seja bastante trabalhoso, é mais uma demonstração da dedicação dos amigos do lado de lá em nos esclarecer e nos ajudar. As manifestações e ensinamentos dos espíritos sempre nos lembram que somos todos irmãos e que a lei do universo é a ajuda mútua em prol da evolução de toda a espécie.

Vida após a vida

Quem observa as evidências disponíveis e decide acreditar que a vida não se resume a experiência física, acaba por mudar a forma como encara a própria vida. Nós vamos voltar aqui neste mesmo planeta ainda outras vezes e se o destruirmos agora, vamos habitar um planeta destruído em uma vida futura. Ainda, saber que não perdemos definitivamente os entes queridos, mas que eles estão mais próximos do que imaginamos é bastante reconfortador.

O fato é que não existe vida após a morte, a vida apenas é. Somente o corpo físico nasce e morre e no período em que estamos nele nos identificamos tanto com ele que sequer percebemos que não somos o corpo. A redescoberta do espírito que habita o corpo é o despertar da humanidade e está acontecendo bem debaixo do nosso nariz. Todos os dias mais e mais pessoas sentem o chamado de espírito e começam a jornada de reconexão necessária ao desenvolvimento da espiritualidade.

Quanto mais nós humanos nos dermos conta de nossa natureza espiritual e de nossa unidade, de que somos todos irmãos, todos iguais independente do corpo que estejamos vestindo, mais passaremos a respeitar e a cuidar uns dos outros. Quanto mais nos dermos conta de que dentro de cada ser humano há um espírito imortal, a cor da pele, o local de nascimento, o sexo ou qualquer outra característica que esteja no físico deixará de ser usada para separar e será usada para unir. A diversidade é uma das maravilhas da criação e apenas a mente humana limitada é capaz de usar a beleza da criação para dividir e separar.

No fim, ainda é você quem escolhe em que quer acreditar. Se você não acredita que a vida continua, faça o que estiver ao seu alcance para ter uma vida da qual você se orgulhe, faça esta única vida valer a pena. Se por acaso você estiver errado e ela continuar, você não terá nada do que se arrepender depois!

Se você acredita na continuidade da vida, siga o mesmo conselho. Viva uma vida plena, em equilíbrio e se transforme na pessoa que você gostaria de ser. O autoconhecimento lhe ajudará neste caminho. Lembre-se que ao sair do corpo você deixa tudo que é material para trás e leva apenas quem você é, com todos os seus vícios e virtudes.

Afinal, como disse Confúcio: “Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?”

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Diogo Luiz Miranda

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A mudança que queremos ver no mundo começa em nós, por isso compartilho ideias sobre autoconhecimento, espiritualidade e o novo pensamento.

Um Comentário

  • Cleuza Soares da Silva disse:

    Gratidão pelas explicações cada vez tenho mais certeza de que estou no caminho. certo que. vai me levar ao lugar onde sempre desejei ! Onde com certeza reinara a paz tão desejada por toda a humanidade 🙏

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